Os navios são utilizados a milhares de anos para o transporte de mercadorias e pessoas. Até 1920 não existia uma maior preocupação de que as pessoas se sentissem confortáveis nas viagens. Os navios eram, basicamente, para deslocamento entre Europa e América com dois públicos distintos: os imigrantes, na classe econômica e os imigrantes e comerciantes ricos na primeira.
A bordo haviam diferenças conforme a classe social dos passageiros: os mais abastados viajavam com algum luxo em suas cabines, restaurantes e bares que só eles podiam frequentar enquanto os passageiros de classe econômica não podiam circular por todo o navio e dividam cabines, na prática dormitórios, com banheiros no corredor.
Essa pouca preocupação com o prazer dos passageiros começa a mudar em 1923 quando a American Express organizou o Millionaire Cruise: neste cruzeiro uma suíte poderia custar cerca de 25.000 dólares (em valor atual 250.000 dólares). Este pode ser considerado o primeiro cruzeiro temático onde a ideia vendida ao público alvo era estar entre os milionários.
Também nos anos 20 começa a ser considerado uma demonstração de sucesso entre os ricos dos Estados Unidos e da Europa fazer longas viagens marítimas para conhecer o novo e o velho continente. Era o Tour da Europa. Os ricos, nessas viagens, dividiam o navio com os imigrantes.
Outro incentivador dos cruzeiros marítimos nessa mesma época foi a Lei Seca americana: o público que queria festejar e beber sem o perigo de ser preso embarcava nos primeiros cruzeiros de festa, que faziam a rota entre Estados Unidos e Canadá.
O Caribe começa a aparecer como opção para os cruzeiros mas os navios ainda não estavam adaptados ao clima tropical: sem ar condicionado a bordo, tais cruzeiros não eram considerados agradáveis por muitos.
Tais características dos cruzeiros foram mantidas até a II Guerra Mundial. Após a guerra a indústria de cruzeiros continua a operar com antigos navios que iam sendo reformados e adaptados às novas exigências do público. O ar condicionado, por exemplo, só começou a ser disseminados nos navios nessa época.
O transporte aéreo e a mudança nos cruzeiros marítimos
Após a guerra, a partir dos anos 50, com a crescente utilização do avião para o transporte de pessoas, praticamente eliminado o navio como meio de transporte de passageiros em viagens de longas distâncias, a indústria de cruzeiros marítimos teve de se reinventar: são lançados grandes navios de entretenimento e viagens de lazer, como conhecemos hoje.
Os cruzeiros marítimos no Brasil
A transformação de navios de transporte de passageiros para entretenimento e viagens de lazer ocorrer somente a partir da década de 60 no Brasil.
Um dos marcos, no Brasil, foi a Agaxtour Turismo que, com frequência, fretava navios para oferecer a experiência dos cruzeiros marítimos para um público exclusivamente brasileiro.
A Agaxtour ainda hoje é uma das maiores distribuidoras de cruzeiros marítimos do Brasil mas as empresas de cruzeiro passaram a atuar com mais presença, abrindo escritórios próprios no país e trabalhando mais próximas das agências de viagens
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