Que muitas das propagandas de cruzeiros marítimos são espetaculares não resta dúvida. Mas elas são realmente realidade?
Depende... Do que você espera e de como encontrou seu cruzeiro!
Para você entender melhor as palavras acima, nada melhor do que as palavras de Mari Campos, autora do excelente livro Pequeno Livro de cruzeiros:
“Minha primeira experiência sobre as águas – salvo escunas, ferries e afins – foi em 2005, quando os cruzeiros definitivamente viraram moda no Brasil. Era baratinho e achei que deveria experimentar nas férias. Acabei me decepcionando terrivelmente: a cabine era horrível, mínima, e a cama mais parecia um leito de hospital; a comida era sem graça e sem gosto, e só existiam bufês, nada à la carte como eu esperava; o roteiro era fraquinho, o entretenimento era pífio, e o navio estava sempre tão lotado, mas tão lotado, que o dia inteiro era impossível encontrar um lugar ao sol. Sem contar os hóspedes extremamente mal-educados, muitos deles bêbados já nas primeiras horas da manhã. Cruzeiro não era minha praia, então? Era sim, descobri depois; eu é que tinha escolhido a companhia errada e o tipo errado de cruzeiro.
O segredo para fazer o cruzeiro marítimo dos sonhos é não ficar empolgado pela publicidade e pesquisar bastante antes de tomar a decisão. Vale lembrar que em se falando de cruzeiros, o preço não necessariamente é um bom balizador da decisão.
Se quer sossego não escolha um cruzeiro que promete agito (shows, Carnaval, etc). E, ao contrário, agito não escolha cruzeiros que atravessam países e continentes.
A informalidade predomina nos cruzeiros marítimos na costa brasileira mas há também opções com muito mais formalidade e requinte. Enquanto no Brasil o entretenimento é mais valorizado, os internacionais dão mais ênfase à gastronomia, às escalas e à infraestrutura dos navios.
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